As vezes as pessoas se tornam aquilo que elas haviam dito que nunca iriam ser. E é ai que você tem que levantar a cabeça, seguir em frente, e fingir que não fez diferença.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
“Pobre menina. Tão nova, porém tão vivida. Tão certa, porém um tanto quanto confusa. E que bela confusão. Seu quarto parecia um reflexo de seu pequeno coração. Livros jogados por todos os lados, papeis rabiscados e amassados abarrotados na lixeira. Roupas penduradas na porta do guarda roupa, uma xícara de café na escrivaninha. Ah aquela escrivaninha. Ali mesmo que ela tentava se encontrar. Tentava encontrar-se em palavras, as quais sempre estavam em falta. Escrevia , pensava um pouco, escrevia mais, pensava mais um pouco e tudo sempre acabava com um final um tanto quanto inacabado. Ela não conseguia fazer tudo entrar em sintonia, não conseguia fazer tudo combinar sempre faltava algo. As mais belas histórias eram transcrevidas nos papeis. Romances. Mas aqueles romances que dão gosto de ler. Eram aqueles que nos deixavam encantados. Nos deixavam com vontade de ler até o final, mas nunca tinha um final, ela não conseguia fazer tudo acabar. Tudo estava inacabado. Pobre menina, perdeu-se faz um bom tempo e até hoje não foi capaz de encontrar-se por completo. Quem sabe nessas idas e vindas da vida, ela seja capaz de encontrar-se novamente. Mas para isso, é preciso esperança. Coisa que tal garota perdera faz um bom tempo.”
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